13 agosto 2009
400 famílias atingidas por barragens, organizadas no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) montaram um acampamento em frente ao canteiro de obras da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. O objetivo é buscar soluções para os problemas sociais e ambientais causados pelas hidrelétricas do Complexo Madeira e de Samuel. A atividade faz parte da Jornada Nacional de Lutas dos Trabalhadores/as do Campo e da Cidade. As famílias devem permanecer acampadas até o dia 14.
Hoje (10/08), 400 famílias atingidas por barragens, organizadas no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) montaram um acampamento em frente ao canteiro de obras da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. O objetivo é buscar soluções para os problemas sociais e ambientais causados pelas hidrelétricas do Complexo Madeira e de Samuel. A atividade faz parte da Jornada Nacional de Lutas dos Trabalhadores/as do Campo e da Cidade. As famílias devem permanecer acampadas até o dia 14.
“Não queremos repetir o que aconteceu com os atingidos pela barragem de Samuel. Milhares de pessoas ficaram sem casa, sem terra, e foram aumentar a pobreza das periferias de Porto Velho. Exigimos reassentamentos e indenizações justas”, declaram as lideranças do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens).
A partir de setembro do ano passado, com as obras da hidrelétrica de Santo Antônio, os ribeirinhos que viviam na margem esquerda do rio começaram a ser expulsos de suas casas de maneira desrespeitosa. O MAB vem denunciando as indenizações injustas e a forte pressão psicológica a que estão submetidos estes ribeirinhos. (veja mais informações no vídeo Complexo Madeira expulsa ribeirinhos).
O meio ambiente também vem sofrendo com as obras da UHE Santo Antônio administradas pelas empresas Furnas e Odebrecht, do consórcio Madeira Energia. Em dezembro do ano passado as empresas foram multadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em R$ 7,7 milhões pela morte de 11 toneladas de peixe, em conseqüência das obras.
O preço da luz é um roubo
Segundo o MAB, a energia gerada por essas barragens que expulsam os ribeirinhos de suas terras vai para as grandes empresas, de forma subsidiada (ou seja, mais barata), enquanto que as famílias e os próprios ribeirinhos pagam muito caro por ela. Por isso, no último dia do acampamento, os participantes farão um ato de entrega das autodeclarações que garantem a tarifa social de energia.
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